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Artigos sobre Webdesign e optimização de sites

Google Panda e Google Pinguin

Mesmo quem não é especialista em construção e/ou optimização de sites já está farto de ouvir falar nos últimos animais de estimação do Google: o Panda e o Pinguim.

Farto porquê? Porque quando milhares ou mesmo milhões de sites são afectados nas posições que vinham apresentando nas pesquisas do Google sem uma razão plausível, sem uma explicação coerente, com justificações fracas e até com explicações contraditórias, muita gente já começa a perguntar quando é que acaba o Panda e o Pinguim.

Google Panda e Google Pinguim

O Panda e o Pinguim são nomes de código com que o Google baptizou as mais recentes actualizações do seu algoritmo de pesquisa. O Panda começou em Fevereiro de 2011 e foi tendo várias actualizações até Abril de 2012. O Pinguim começou em 24 de Abril de 2012 e tem tido também várias actualizações, sendo a última até ao momento em que escrevemos este artigo em Julho de 2012. Não são exclusivos e têm como objectivo cumprir funções diferentes, por isso é possível ver uma actualização do Panda correr mesmo depois do o Pinguim ter entrado em
actividade.
Já está suficientemente baralhado? Não, não, não estamos no jardim zoológico, estamos a falar da Internet e de como o seu site pode ter sido afectado nas pesquisas do Google.
Porque o efeito da entrada en cena destes dois animais foi deitar por terra alguns anos de trabalho de muitos milhares de sites que estavam a usar técnicas de "optimização" durante muito tempo recomendadas pelo próprio rei dos motores de busca.

Um pouco de Hitória:
Um dos pilares da Internet, ou mais precisamente da Web, é a ligação entre os vários sites - os links - e essa foi uma das maiores realizações de Tim Berners-Lee. Antes disso os sites existiam isolados na web, para acedermos a um determinado site ou sabíamos o seu endereço ou só por sorte o encontraríamos.
Com a introdução da noção de links abriram-se definitivamente os horizontes da Internet. os sites passaram a ter a possibilidade de conter um pedaço de código que dava origem a uma ligação para outro site. Isto veio introduzir a prática hoje tão banal conhecida por "navegar" ou "surfar" na Internet.
Com o aparecimento do Google, em 1998, e nos anos que se seguiram a noção de links ascendeu a uma nova dimensão. Aliás o Google nasceu exactamente de um projecto universitário que tinha por base a atribuição de valor (ranking) a um detertinado site baseado nos links que apontavam para ele (ver História do Google).

Durante anos os proprietários dos sites, ou as pessoas ou empresas que, em sua representação, se encarregavam da optimização com vista a uma melhor presença nas pesquisas dos motores de busca (SEO), procuraram angariar o máximo de links possíveis, incentivados pelo próprio Google. O mesmo tipo de incentivo, mas agora relativamente ao conteúdo dos sites, foi também algum tempo depois, ganhando forma e insistentemente fomentado.
Com estas duas promessas de eldorado a corrida foi evidente: Toda a gente tratou de angariar o máximo número de links possível e atafulhar os sites de artigos, notícias e toda a espécie de conteúdo na expectativa de agradar ao grande senhor dos motores de busca e encontrar um lugar ao sol nas pesquisas.

E é neste ponto que se abrem as portas do jardim zoológico.
Como em tudo na vida, quanto mais regras se impõem mais agentes são necessários para as fiscalizar e, eventualmente, punir os infractores.
O Google achou que estavam a ser cometidos abusos e que os sites estavam a levar demasiado à letra as suas recomendações e, por esta ou ou por outras razões que o próprio não revelará, resolveu penalizar os sites por "link farming", "web spam", "over optimization", etc. e lançou os dois animaizinhos que dão título a este artigo.
Como resultado milhões de sites viram as suas posições no Google baixar drasticamente ou pura e simplesmente desaparecer das listagens orgânicas para as palavras chave nas quais estavam geralmente bem classificados. Em consequência milhares de proprietários de sites viram, de um dia para o outro, o tráfego dos seus sites e o seu próprio rendimento baixar drasticamente.
Como resultado paralelo, e talvez não despiciendo, os links patrocinados nas pesquisas do Google (aqueles que os sites têm que pagar para terem visibilidade) aumentaram 38% depois do Panda e mais 42% depois do Pinguim, segundo dizem alguns especialistas ou blogers.
Será caso para dizer que não há senão sem bela...

Na nossa opinião, o que estes dois updates do algoritmo do Google vem revelar é que SEO até pode ser tentar optimizar sites seguindo estritamente as recomendações do Google mas optimizar sites para que eles tenham vida para além do Google é outra coisa.

Optimização de sites não é só tentar que eles apareçam bem colocados no Google.
Tal como tentamos sintetizar neste artigo, envolve bastante mais do que só isso e é bastante mais sólido e à prova de eventuais futuros predadores que venham a ser soltos do jardim zoológico.

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